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O general Chance Saltzman, que deixará o comando da Força Espacial dos Estados Unidos em agosto, fez contundente alerta à comunidade internacional sobre os riscos de eventual conflito militar no espaço.
Em seu último discurso público como Chefe de Operações Espaciais (CSO, na sigla em inglês), o militar afirmou que, caso uma guerra alcance a órbita terrestre, nenhuma força armada ou país conseguirá permanecer fora da zona de combate.
Saltzman fez as declarações durante a Conferência Global de Chefes das Forças Aéreas e Espaciais de 2026, realizada em 15 de julho. Segundo ele, as características do ambiente espacial tornam impossível que satélites e demais ativos orbitais escapem de um conflito.
“Se um conflito se estender ao espaço, nenhum de nós conseguirá evitar a zona de combate. Diferentemente de uma zona de combate no ar, na terra ou no mar, não poderemos nos manter afastados”, afirmou. “Quer queiramos ou não estar na zona de combate, a mecânica orbital colocará todas as nossas capacidades espaciais dentro da zona de guerra espacial.”
Saltzman advertiu que, caso um conflito militar envolvesse a destruição até mesmo de um único satélite, poderia ser desencadeado um efeito em cadeia capaz de tornar partes da órbita terrestre inutilizáveis.
Apesar do cenário preocupante, o comandante defendeu que a natureza compartilhada do espaço exige colaboração entre todos os países com atividades espaciais.
“Compartilharemos as consequências; portanto, devemos compartilhar a responsabilidade por um domínio espacial seguro, protegido e estável”, declarou. Em outro trecho de seu discurso, acrescentou que “essas consequências generalizadas de um conflito no espaço deveriam fazer da dissuasão um objetivo para todos nós”.
A defesa da cooperação internacional não é uma posição inédita de Saltzman. Em discursos anteriores, ele já havia destacado a importância de ações conjuntas para preservar o uso pacífico do espaço. Ao apresentar a Estratégia de Parceria Internacional da Força Espacial em 2025, classificou esse esforço como “o esporte de equipe supremo”.
“O domínio é grande demais, complexo demais, dinâmico demais para que uma única nação o proteja sozinha”, afirmou.

Durante sua gestão à frente da Força Espacial — o mais novo ramo das Forças Armadas dos Estados Unidos —, Saltzman afirmou ter acompanhado a transformação da organização em uma força plenamente “crível para o combate”.
No início deste ano, durante o 41º Simpósio Espacial da Space Foundation, realizado em Colorado Springs, o general destacou a participação da Força Espacial em operações militares recentes dos Estados Unidos.
“Não estamos mais falando apenas de teorias ou planos. Estamos falando de combate operacional real, efeitos espaciais e os Guardiões que os entregam”, afirmou aos participantes do evento.
Chance Saltzman deixará oficialmente o cargo em agosto, encerrando seu período como segundo Chefe de Operações Espaciais da Força Espacial dos Estados Unidos, função que ocupa desde 2022.
O presidente Donald Trump nomeou o tenente-general Douglas A. Schiess para assumir o comando da corporação. Schiess exerce desde novembro de 2025 a função de Vice-Chefe de Operações Espaciais para Operações. Durante uma audiência recente de confirmação para o novo cargo, ele defendeu o orçamento de US$ 71,1 bilhões (R$ 360,4 bilhões) solicitado para a Força Espacial.
Segundo Schiess, os recursos são necessários para fortalecer a capacidade de dissuasão dos Estados Unidos diante do avanço das capacidades militares espaciais da China. “Os US$ 71,1 bilhões que o presidente solicitou são exatamente o que precisamos”, afirmou, segundo a publicação Space News.
O post General dos EUA faz alerta: uma guerra no espaço atingiria todos os países apareceu primeiro em Olhar Digital.
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