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Duas vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP levaram governos e empresas a retirar sites do ar para evitar possíveis ataques. As falhas receberam nota 9,2 de dez em escala internacional de gravidade e podem permitir que invasores executem comandos remotamente em servidores vulneráveis, sem precisar de senha ou conta.
Os desenvolvedores do PHP lançaram atualizações para corrigir os problemas nesta quarta-feira (21). A recomendação de autoridades de segurança é instalar as correções imediatamente ou, caso isso não seja possível, isolar os sistemas vulneráveis da internet até que possam ser protegidos.
Uma das vulnerabilidades chama a atenção por ter sido identificada inicialmente em 2024. Segundo a Fundação PHP, o atraso na correção refletiu falha estrutural no processo. A divulgação das atualizações aumentou a preocupação de especialistas com a possibilidade de invasores analisarem as correções para descobrir como explorar sistemas que ainda não foram atualizados.
Os desenvolvedores do PHP disponibilizaram quatro atualizações para corrigir as duas vulnerabilidades críticas. A Fundação PHP recomendou que os usuários atualizem seus sistemas imediatamente.
A fundação reconheceu que uma das falhas havia sido identificada por um pesquisador em 2024. A entidade classificou o atraso na correção como um problema estrutural.
A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) alertou que vulnerabilidades desse tipo podem abrir caminho para arquivos e bancos de dados dos servidores. Se não for possível aplicar uma atualização imediatamente, a orientação é retirar os sistemas afetados do ar.
A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), por sua vez, recomendou a atualização imediata das instalações do PHP. Até a publicação da reportagem da Reuters, a agência afirmou não ter observado exploração das vulnerabilidades, embora tenha alertado para os riscos de manter os sistemas desprotegidos.
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Para Don Smith, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Sophos Counter Threat Unit (CTU), o primeiro desafio das organizações é descobrir onde o PHP está sendo executado.
“O desafio imediato não é apenas instalar uma correção, mas identificar e gerenciar todas as instâncias em que o PHP está em execução”, afirmou Smith.
Segundo o especialista, a linguagem pode estar presente em sites públicos, sistemas de gerenciamento de conteúdo, plataformas de hospedagem e produtos de terceiros. Em alguns casos, essa presença não é evidente para a própria organização responsável pela infraestrutura.
Smith recomenda que as equipes de segurança adotem algumas medidas prioritárias:
O executivo também alertou para a velocidade com que agentes maliciosos podem agir, inclusive com auxílio de inteligência artificial (IA). Na avaliação dele, as vulnerabilidades podem se tornar alvos prioritários nas horas e nos dias seguintes à divulgação das correções.
Por isso, Smith recomenda que as organizações não se limitem à instalação das atualizações: também devem verificar se algum invasor já conseguiu acessar o ambiente antes da aplicação dos reparos.
Pesquisadores da empresa de segurança Calif, em colaboração com a OpenAI, relataram uma das vulnerabilidades aos desenvolvedores do PHP em 11 de agosto, após identificá-la com auxílio do modelo GPT-5.6 Sol.
A Wiz, empresa de segurança ligada à Alphabet (controladora do Google), identificou os problemas de forma independente e comunicou uma segunda falha em 24 de agosto, também com o uso de modelos de IA.
A descoberta evidenciou como ferramentas de IA podem ajudar pesquisadores a encontrar vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados. Ao mesmo tempo, a possibilidade de invasores analisarem as correções reforça a urgência de atualizar os sistemas afetados e monitorar atividades suspeitas.
O post Falhas críticas no PHP colocam sites em risco; veja como empresas podem se proteger apareceu primeiro em Olhar Digital.
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