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A Oracle superou as expectativas de Wall Street para a receita do primeiro trimestre fiscal e elevou sua previsão de lucro anual, impulsionada pela forte demanda por serviços de computação em nuvem voltados à inteligência artificial (IA).
A receita da empresa cresceu 30%, para US$ 19,3 bilhões (cerca de R$ 101,3 bilhões), acima da expectativa média de US$ 19,14 bilhões (cerca de R$ 100,4 bilhões) dos analistas, segundo dados da LSEG.
Após a divulgação dos resultados, as ações da Oracle subiram quase 7% nas negociações após o fechamento do mercado.
Um dos principais destaques do balanço foi a carteira de receitas contratadas que ainda não foram reconhecidas, que chegou a US$ 664 bilhões (cerca de R$ 3,49 trilhões) no fim do trimestre. Três meses antes, o valor era de US$ 638 bilhões (cerca de R$ 3,35 trilhões), enquanto analistas esperavam US$ 639,89 bilhões (cerca de R$ 3,36 trilhões).
Os números indicam que os pesados investimentos da Oracle em data centers começam a gerar novos contratos em meio à corrida das empresas por infraestrutura capaz de atender à crescente demanda por IA.
Segundo Hilary Maxson, diretora financeira da Oracle, a maior parte da receita contratada durante o trimestre não exigirá grandes desembolsos adicionais da companhia para a compra de chips. “A grande maioria desses pedidos ocorreu por meio de pré-pagamento, uso de hardware próprio do cliente ou mecanismos semelhantes, portanto não exige capital adicional da Oracle”, afirmou Maxson.
A executiva também disse que a empresa começou a registrar uma forte conversão de sua carteira de contratos em receita durante o trimestre, impulsionando os resultados da infraestrutura em nuvem.
A Oracle colocou 850 megawatts de nova capacidade em operação entre junho e agosto, ampliando sua infraestrutura de data centers para atender à demanda.

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Em julho, a S&P Global rebaixou a classificação de crédito da Oracle, citando fluxo de caixa fraco e o aumento dos riscos para o negócio.
Também existem preocupações sobre o projeto Stargate, diante de relatos de atrasos relacionados à construção de infraestrutura, à disponibilidade de mão de obra, à obtenção de licenças e ao acesso à energia.
Apesar dessas preocupações, a Oracle elevou sua projeção de lucro ajustado por ação para o ano fiscal de 2027, de US$ 8,05 (cerca de R$ 42,30) para US$ 8,10 (cerca de R$ 42,60). A estimativa dos analistas era de US$ 8,07 (cerca de R$ 42,40) por ação.
A empresa também prevê receita de pelo menos US$ 90 bilhões (cerca de R$ 472,5 bilhões) no ano fiscal de 2027.
Para o segundo trimestre, a Oracle espera que a receita cresça entre 30% e 34%, além de lucro ajustado entre US$ 1,85 (cerca de R$ 9,70) e US$ 1,93 (cerca de R$ 10,10) por ação, projeções alinhadas às expectativas do mercado.
O post Oracle supera expectativas com boom da IA e vê ações subirem 7% após balanço apareceu primeiro em Olhar Digital.
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