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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (23), um contrato de até US$ 7 bilhões (R$ 35,7 bilhões) com a Oracle para consolidar as licenças de software utilizadas em seus data centers locais em um único acordo.
O contrato, com duração inicial de cinco anos e opção de renovação por mais cinco, faz parte de uma estratégia do Pentágono para reduzir custos e eliminar compras fragmentadas de tecnologia.
Segundo o Departamento de Defesa, o chamado Enterprise Software Agreement foi negociado pelo Departamento da Marinha e abrange o uso de softwares Oracle em infraestrutura local (on-premises). O acordo cobre todas as unidades do Pentágono, além da Guarda Costeira dos Estados Unidos e da comunidade de inteligência estadunidense.
De acordo com a chefe de informação (CIO) do Pentágono, Kirsten Davies, a centralização das aquisições deverá gerar uma economia de pelo menos US$ 441 milhões (R$ 2,2 bilhões) para os contribuintes.
“Ao melhorar fundamentalmente a forma como adquirimos recursos locais da Oracle, estamos gerando pelo menos US$ 441 milhões em economia para os contribuintes, ao mesmo tempo em que atendemos de forma rápida e eficaz às necessidades de nossos militares.”
O novo contrato também representa uma importante conquista para a Oracle, cujas ações vêm enfrentando pressão dos investidores ao longo deste ano. Após o anúncio, os papéis da companhia avançaram cerca de 3% nas negociações após o fechamento do mercado.
Segundo o Pentágono, o período inicial de cinco anos inclui licenças perpétuas e por assinatura, além de serviços de manutenção e consultoria relacionados aos softwares da empresa.

Apesar da vitória no contrato com o governo americano, as ações da Oracle acumulam queda de 38% no ano. Investidores demonstram preocupação com o impacto da inteligência artificial (IA) sobre as perspectivas de crescimento das empresas tradicionais de software.
Além disso, a Oracle vem acumulando dezenas de bilhões de dólares em dívidas para expandir sua infraestrutura de data centers voltados à IA.
Em junho, a companhia informou que sua receita trimestral com software recuou 2% na comparação anual, embora seu banco de dados continue amplamente utilizado por grandes empresas.
Por outro lado, a receita da divisão de computação em nuvem cresceu 47%, impulsionada pela corrida para fornecer capacidade computacional de IA à OpenAI e a outros clientes.
Não podemos esquecer da proximidade entre o cofundador da Oracle, Larry Ellison, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ellison teria contribuído com US$ 45 milhões (R$ 229,4 milhões) para uma organização sem fins lucrativos que apoiou a campanha presidencial de Trump em 2024.
Ele também esteve entre os primeiros convidados recebidos na Casa Branca durante o segundo mandato do presidente, ocasião em que anunciou planos para a construção dos data centers de IA do projeto Stargate nos Estados Unidos.
Trump apoiou a participação da Oracle na operação envolvendo os ativos estadunidenses do TikTok. Além disso, em maio, o Departamento de Defesa anunciou acordos com a Oracle e outras empresas de tecnologia para implementar soluções de IA em redes classificadas do governo.
O anúncio do contrato ocorre na mesma semana em que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, estimou que a guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro, já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 191,2 bilhões) ao país. O valor foi citado no contexto dos esforços do Pentágono para racionalizar despesas e reduzir custos operacionais por meio da consolidação de contratos de tecnologia.
O post Oracle acerta contrato com Pentágono; valor pode chegar a R$ 35,7 bi apareceu primeiro em Olhar Digital.
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