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O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seus efeitos podem alterar padrões de temperatura, umidade e chuva em diferentes regiões do mundo, incluindo o Brasil.
Essas mudanças não afetam apenas o clima. A alergista e imunologista Beatriz Todt, membro da Comissão de Jovem Especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), explicou ao Olhar Digital que elas também podem influenciar a saúde de pessoas com doenças respiratórias alérgicas, como rinite e asma.
No Brasil, os efeitos do fenômeno variam conforme a região. Em algumas áreas, o El Niño pode favorecer períodos mais secos; em outras, está associado ao aumento das chuvas. Essas alterações acabam modificando a exposição a fatores que podem desencadear ou agravar sintomas respiratórios.

De acordo com a especialista, o El Niño provoca alterações climáticas relevantes, como aumento da temperatura, mudanças na umidade do ar e variações no regime de chuvas.
“O El Niño provoca alterações climáticas relevantes, como aumento de temperatura, mudanças na umidade do ar e variações no regime de chuvas. Esses fatores podem agravar doenças respiratórias alérgicas ao favorecer irritação das vias aéreas e modificar a exposição a alérgenos, como poeira e mofo”, afirma.
Segundo Beatriz Todt, os principais fatores que podem afetar pessoas alérgicas são:
A médica também afirma que o El Niño pode modificar a exposição a alérgenos como poeira e mofo, além de afetar condições que influenciam a presença de ácaros. A especialista explica ainda que o fenômeno pode influenciar a quantidade e o tempo de circulação do pólen no ambiente. No entanto, no Brasil, o impacto do pólen costuma ser menor quando comparado ao de outros alérgenos, como ácaros e mofo.

Há também evidências de que eventos climáticos extremos, incluindo aqueles associados ao El Niño, estejam relacionados ao aumento de atendimentos e internações por doenças respiratórias. Segundo a especialista, esse impacto é atribuído principalmente a mudanças na qualidade do ar, maior presença de partículas irritantes e variações ambientais que afetam o sistema respiratório.
Os impactos das mudanças climáticas associadas ao fenômeno não afetam todas as pessoas da mesma forma.
Segundo Beatriz Todt, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias prévias, como asma e rinite alérgica, estão entre os grupos mais vulneráveis. Pacientes com doenças pulmonares crônicas também podem apresentar maior sensibilidade às mudanças ambientais.
Os efeitos também variam conforme a região do país. A especialista explica que o El Niño pode causar seca em algumas áreas e aumento das chuvas em outras. Com isso, algumas populações ficam mais expostas à poeira e à poluição, enquanto outras enfrentam condições favoráveis à proliferação de mofo e ácaros.
Pessoas com doenças respiratórias devem ficar atentas a sinais de agravamento dos sintomas.
A recomendação é buscar avaliação médica em casos de falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, piora dos sintomas habituais ou necessidade frequente de medicações de alívio.
Algumas medidas podem ajudar a diminuir o impacto das mudanças climáticas sobre pessoas alérgicas.
Entre elas estão manter os ambientes limpos e ventilados, evitar a exposição à poeira, mofo e poluentes, manter uma boa hidratação e seguir corretamente o tratamento prescrito pelo médico.
Segundo a especialista, o controle do ambiente doméstico se torna especialmente importante durante períodos secos ou muito úmidos, quando fatores associados a alergias respiratórias podem se tornar mais frequentes.
O post Calor, ar seco e umidade: como o El Niño afeta alergias respiratórias apareceu primeiro em Olhar Digital.
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