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Muita gente se pergunta por que pagamos para sentir medo no cinema ou em parques de diversão. A ciência explica que essa busca pelo “frio na barriga” está profundamente ligada à química do nosso cérebro e à nossa evolução.
O segredo do prazer no terror reside no fato de o cérebro reconhecer que o ambiente é seguro, transformando o pavor inicial em uma onda de euforia gratificante. Segundo uma análise detalhada sobre a ciência do medo publicada pela PBS Newshour, essa experiência permite que aproveitemos os benefícios biológicos do estresse sem as consequências negativas de um perigo real.
A amígdala cerebral detecta a ameaça visual ou sonora e ativa o sistema de alerta máximo.
O corpo libera adrenalina, noradrenalina e cortisol, preparando os músculos para lutar ou fugir.
O córtex frontal confirma que não há perigo, liberando endorfina e dopamina para gerar prazer.
Quando estamos assistindo a um filme de terror, nosso organismo entra em um estado de hipervigilância. Essa resposta fisiológica é quase idêntica à de uma situação de vida ou morte, mas com uma diferença crucial: a mente sabe que você está sentado confortavelmente em um sofá ou poltrona de cinema.
Entender a diferença entre o pavor de uma situação perigosa e o entretenimento assustador ajuda a explicar por que o segundo pode ser terapêutico. Enquanto o medo real causa trauma, o medo assistido permite que o indivíduo teste seus próprios limites psicológicos em um ambiente de total controle.
Biologicamente, nossos ancestrais precisavam de reflexos rápidos para sobreviver. Hoje, sem predadores naturais, o cérebro humano ainda busca formas de exercitar esses caminhos neurais. Filmes de terror funcionam como um simulador de segurança, onde podemos queimar calorias pelo esforço físico do susto e recarregar as energias com a sensação de missão cumprida após o fim da sessão.
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O post O motivo biológico que faz tanta gente amar o frio na barriga dos filmes de terror apareceu primeiro em Olhar Digital.
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